Giomar Sthel é um refinado pianista, gambista e regente brasileiro, radicado há quarenta anos na Alemanha. Nascido no estado do Rio de Janeiro, iniciou seus estudos musicais ainda na juventude, destacando-se precocemente em recitais, festivais e concertos orquestrais como solista, e camaristas de vários conjuntos de musica antiga.
Em 1986, transferiu-se para a Europa para aprofundar sua formação acadêmica. Estudou no prestigiado Conservatório Real de Haia e na renomada Schola Cantorum Basiliensis (Suíça), onde integrou a classe do mestre Jordi Savall. Nas décadas seguintes, consolidou uma sólida carreira internacional: além de apresentações frequentes no circuito europeu, levou sua arte a palcos no Japão, Israel, Estados Unidos, Ucrânia e Quênia.
Entre os anos de 2010 e 2020, Sthel dedicou-se intensamente à música antiga. Como maestro, idealizou e regeu ambiciosos projetos de concerto que receberam aclamação unânime do público e da crítica especializada. Essa paixão pelo repertório histórico já havia se consolidado em 2008, quando fundou o LALA HÖHÖ, conjunto dedicado à música renascentista.
Seu legado como pesquisador ganhou destaque ao redescobrir, nos arquivos da Biblioteca Estadual de Stuttgart, os manuscritos da Missa In Summis (1514), do compositor alemão Heinrich Finck. Sthel assumiu a complexa tarefa de reconstruir integralmente a partitura milenar, trazendo a obra de volta à vida em uma aclamada turnê de quatorze concertos pela França e pela região de Baden-Württemberg. Pelo valor histórico desse resgate cultural, o músico foi laureado em 2014 com uma prestigiada bolsa da Fundação Baden-Württemberg e da cidade de Stuttgart.